
São com essas gotas de sangue que revelo-me para você
Essas dores cada vez mais constantes
O simples prazer do instante, me faz indagar o por que...
Por que você não sai de mim?
É como uma tortura sem fim
Na tua presença sou inquilino do prazer
Na tua ausência fico silencioso a sofrer...
Não rasgarei recordações,
Eu serei eternamente condenado...
Enfiarei mil espinhos em meu coração,
Sentirei cada corte ouvindo a canção que tenho a oferecer-te ...
Tomarei o vinho mais amargo e conversarei com os espíritos ao meu lado
No momento escuro do quarto
Saber que você foi meu querer...
Serei seu
Hoje e nunca...
Só seu,
Que porventura... do meu corpo esqueceu!!
(Paulo Bruno Satiro)

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